terça-feira, 11 de maio de 2010

História Real - Francisco, o curandeiro do sertão

Hoje, sábado, dia 09 de maio de 2010, fui a uma palestra no Centro Espírita Nosso Lar em Inoã. O tema MÃE foi explanado com muita propriedade.
Após a palestra houve uma confraternização, um “sopão”, delicioso, que é distribuído entre os palestrante, componentes da casa, visitantes e pessoas carentes ou não da comunidade local.
Após ter pegado meu prato de sopa sentei-me à copa de uma mangueira numa mesa de estilo colonial (enorme) em frente ao Sr. Sebastião. Ele é o zelador da casa, uma pessoa humilde, com uma espiritualidade admirável. Ele tem uma vidência clara, límpida e rara e fala do espiritismo com muita naturalidade como se não tivesse dúvidas sobre a interligação complexa e simplória da vida terrena e astral ou até como se já fizesse parte do muno espiritual.
Durante o almoço víamos ao nosso redor uma família de micos se divertindo na copa da árvore, faziam um espetáculo da fauna local.
O Sr. Sebastião lembrou-se do tempo que morava no Rio Grande do Norte, na cidade de São José e de fatos inexplicáveis que aconteceram em sua vida. Primeiramente relatou que seu pai era curandeiro e que a cura mais fantástica, que ele presenciara, era a de picadas de cobras. Disse que certa vez pessoas aflitas foram à sua casa e disseram que um vizinho tinha sido mordido por uma cascavel. Seu Francisco se dirigiu rapidamente para o local.
Isso realmente já faz muito tempo, considerando que o fato aconteceu quando Seu Sebastião era jovem, seu pai faleceu com 86 anos e ele já falecera há mais de 10 anos. Seu Sebastião tem 73 anos. Mas isso não importa, vamos continuar nossa história, ou melhor dizendo, a história dele.
Chegando ao local o pai do Sr. Sebastião, que se chamava Francisco, perguntou à vítima seu estado e ela respondeu que estava enxergando embaçado. Seu Francisco pediu que a vítima fechasse os olhos. Colocou as mãos sobre os mesmos, abriu a boca dele e cuspiu( derramou sua saliva) na boca da vítima. Depois pediu que a mesma engolisse.
Em seguida Seu Francisco pegava a cobra, que geralmente era guardada, para que ele a punisse, ou para que seu “feitiço” desse certo, segurava-a, abria sua boca e também cuspia, derramando sua saliva na boca da mesma fazendo-a também engolir. Logo em seguida ele largava a cobra no chão, que se mexia muito e em segundos morria, como se estivesse envenenada.
Seu Francisco era contra a matança de qualquer tipo de animal, fosse o motivo que fosse e punia as cobras pois também não admitia que elas ferissem um ser humano.
Em poucos minutos a vítima voltou a enxergar e o efeito do veneno desapareceu e a cobra, faleceu.
Seu Sebastião disse ainda que seu pai era curandeiro e que muitas pessoas o respeitavam demais.
O fato mais interessante dessa história foi a relação entre o cuspe na boca da vítima e o da cobra. Primeiro o humano era tratado mas somente se curava quando a cobra era punida. O mesmo cuspe que curava era o mesmo que matava. Segundo fato, na verdade é uma pergunta, Por que a cobra precisava morrer para salvar o ser humano ? Poderíamos afirmar que a energia vital da cobra pudesse curar o ser humano ? O Sr. Francisco conseguia transferir a energia vital de um corpo para outro ?
Sei que algumas religiões utilizam animais para tirar negatividade do corpo do ser humano. Muitas vezes o animal desfalece no simples contato com o perispírito, infectado de energias negativas. O Candomblé, religião afro-brasileira utiliza essa técnica, que chamam de EBÓ, mas esse não era o caso do Sr. Francisco que pelo relato parecia mais uma Page do sertão o que um pai de santo utilizando técnicas de desobsessão.Esse assunto é polêmico e poderemos tratar do mesmo no futuro em nosso Blog.
Os relatos da vida de Chico Xavier demonstram um fato no qual ele usou a boca para curar uma ferida aberta de um doente.
O Sr. Francisco era um médium poderoso, com a obrigação (dom) da Cura, corajoso e especial.
Agradecemos ao Sr. Sebastião por essa e outras histórias que contou.

Sergio Couto.
http://www.experienciasdaalma.blogspot.com

Um comentário:

  1. Recebi um e-mail de um leitor do Blog aconselhando-me a retirar essa matéria do ar em função dela ser fantástica demais. Refleti sobre o assunto e achei melhor mantê-la, pois apesar de não tê-la presenciado tenho muito apreço e respeito por quem a relatou, por isso em homenagem ao Sr. Sebastião,o relator dessa história, manterei-a para que sua experiência possa ter um lugar aqui e por onde ela puder passar. Quem vive intensamente a espiritualidade sabe que devemos sempre tentar entender os fenômenos, mas sobretudo aceitá-los, pois entre a terra que pisamos, os pensamentos que almejamos e a realidade que desconhecemos existe uma figura divina que acreditamos e que escreve de uma forma muito misteriosa.
    Espero que os leitores desse Blog continuem me ajudando a refletir. Obrigado.
    Sergio Couto

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