quinta-feira, 6 de maio de 2010

História Real - Letícia (doc. 003)

De Copacabana fomos para a Tijuca. Chegamos lá deviam ser umas 4:30 da manhã. Paramos o carro em frente da casa, saí do carro, toquei a campanhia, chamei, chamei...Apareceu a Dona Heloí, mulher do Sr. Mário. Expliquei o problema, mas acreditem se quiser, naquele momento o espírito que estava em Letícia havia se afastado e ficamos todos apenas contando histórias. Achamos por uns instantes que o problema havia se resolvido. Nos despedimos e voltamos para Copacabana.
No meio do caminho começou tudo de novo e dessa vez foi pior pensamos que ela iria morrer dentro do carro tal foi o tamanho do ódio manifestado. Dessa vez o espírito criou condições para ir embora... disse que nós deveríamos levá-lo ao cemitério. Paramos o carro, tentamos negociar com o espírito, mas não tinha negociação, ele ia acabar matando-a, pelo menos essa era a nossa impressão naquele momento.
Nos dirigimos ao Cemitério São João Batista. As portas estavam fechadas. Esperamos o cemitério abrir e durante esse tempo passamos algum tempo de trégua.
Quando o portão se abriu nos encaminhamos . Quando demos os primeiros passos dentro do cemitério ela saiu correndo como um furacão...estávamos muito cansados...fomos atrás dela mas deixamos o espírito dirigir seu corpo...andamos muito até ele (o espírito) parar em frente a uma lápide, que não me lembro do nome escrito, aliás, juro, eu nem quis ler. Letícia parou, se ajoelhou e começou a mexer na terra, logo em seguida se jogou no chão e começou a rolar como se quisesse se misturar com os elementos a sua volta, como procurasse entrar terra a dentro para se envolver com os restos mortais que deveriam estar naquele local. Foi uma cena inesquecível. O espírito sofria muito naquele momento e Letícia estava imunda. Era ainda uma manhã sem sol, estávamos cansados, tristes e impressionados.
Observamos todo aquele estranho ritual até o espírito se acalmar. Pegamos Letícia pelo braço, calmamente e dissemos para o espírito que já era hora de levarmos ela e que ele havia prometido partir. Ele (o espírito) nos acompanhou incorporado ao corpo de Letícia até o carro. Não sabemos exatamente o momento que ele foi embora pois ela dormia profundamente. Quando chegamos à sua casa, não sei a hora exatamente, mas já era dia. Fomos os três até seu apartamento para conversar com sua mãe. Contamos tudo o que havia acontecido para sua mãe. Parecia que ela não acreditava em uma palavra que dissemos. Quando terminamos de contar...Letícia disse:
- Mãe, isso é tudo mentira deles, depois eu conto o que houve.
Estávamos muito cansados para discutir e só sabermos que conseguimos que ela sobrevivesse até chegar à mãe, já nos deu o contentamento necessário. Graças à Deus.

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